*IMIGRANTES*

📖 “Porque tive fome, e vocês Me deram de comer; tive sede, e vocês Me deram de beber; Eu era forasteiro, e vocês Me hospedaram.” (Mateus 25:35)

✈️ Uma viagem desesperada
Foi em uma quinta-feira, 28 de dezembro de 2023, que os funcionários do aeroporto de Orly, em Paris, tomaram um susto ao encontrar no compartimento do trem de pouso de um avião, um jovem de 20 anos completamente congelado. Apresentando ainda sinais vitais, ele foi encaminhado para o hospital em estado grave de hipotermia.
Em pleno inverno, ele tentava clandestinamente viajar da Argélia para a França. Devido ao ambiente não pressurizado, enfrentou falta de oxigênio e temperaturas congelantes de -60 °C durante um voo de duas horas e meia. Foi um verdadeiro milagre que ele ainda estivesse vivo.

⚠️ Histórias que se repetem
A loucura não era inédita. Vez ou outra ouvimos casos com menos sorte do que o do argelino. Em 2019, um deles despencou de um avião que sobrevoava o sudoeste de Londres. Seu corpo caiu no jardim de uma casa e por pouco não atingiu o proprietário.
Não endosso, mas também não julgo as motivações. Escassez, guerra e fome levam muitos a fazerem de tudo para escapar do sofrimento. São histórias tristes que lembram José e Maria fugindo para o Egito por causa de Herodes (Mateus 2:13–15). Por outro lado, a vida não leva em conta as intenções desesperadas. A natureza não ameniza o trajeto para facilitar o êxito de um necessitado, diferenciando-o de um bandido em fuga.

💔 O drama dos refugiados
Muitos estão cientes dos riscos que enfrentam, mas a necessidade os levou a isso. Conheci refugiados no Líbano que viveram um inferno para fugir da guerra na Síria. O dilema se resume entre morrer em casa ou morrer na fuga. Nesse caso, a segunda opção é menos terrível, pois, além da possibilidade de sobreviver como refugiado, evita-se a morte sob tortura, tão comum em regimes ditatoriais.

🙏 Chamado à compaixão cristã
O devocional de hoje visa conscientizar sobre uma triste realidade que, por estar distante, poucos conhecem. Por isso, nossas orações e nossa ajuda aos órgãos de assistência, como a ADRA, Winners, Cruz Vermelha e outros, são muito bem-vindas.
Por serem pessoas desconhecidas, os refugiados podem não ter um nome ou um rosto para nós, mas são filhos e filhas de Deus. Jesus disse:
“Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes Meus pequeninos irmãos, foi a Mim que o fizeram.” Mateus 25:40

💬 Reflexão
1️⃣ Como posso praticar a hospitalidade e a compaixão por “forasteiros” e necessitados em meu cotidiano?
2️⃣ De que forma posso contribuir com ações práticas para aliviar o sofrimento de refugiados e imigrantes?
3️⃣ O que Jesus quis ensinar quando disse que servir aos necessitados é o mesmo que servi-Lo (Mateus 25:40)?


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1. O que Jesus ensinou sobre acolher estrangeiros e imigrantes segundo a Bíblia?

Jesus ensinou que acolher o forasteiro é um ato de amor ao próprio Cristo. Em Mateus 25:35, Ele diz: “Eu era forasteiro, e vocês Me hospedaram”. Esse versículo revela que toda demonstração de compaixão e hospitalidade reflete o caráter de Deus em nós.

2. Como posso demonstrar compaixão cristã pelos refugiados e necessitados de hoje?

A compaixão cristã pode ser expressa por meio de oração, doações e apoio a instituições como ADRA, Cruz Vermelha e outras que ajudam refugiados. A Bíblia incentiva a prática da misericórdia e do amor fraternal em Tiago 2:15-17, mostrando que fé verdadeira se manifesta em ações.

3. O que significa a expressão “fazer aos pequeninos é fazer a Cristo”, em Mateus 25:40?

Em Mateus 25:40, Jesus ensina que todo gesto de bondade feito aos necessitados é considerado como feito a Ele. Isso demonstra que o verdadeiro discipulado vai além das palavras — ele é vivido por meio do amor prático e da empatia com os sofredores.

4. Como o exemplo de José e Maria fugindo para o Egito se relaciona com os imigrantes atuais?

O relato de Mateus 2:13-15 mostra José e Maria fugindo com o menino Jesus para o Egito, buscando refúgio da perseguição de Herodes. Assim como eles, milhões hoje deixam suas terras por medo, guerra ou fome — e merecem o mesmo olhar compassivo e solidário.

5. Qual é a importância espiritual de ajudar um imigrante ou refugiado segundo a Bíblia?

Ajudar um imigrante é um ato espiritual que reflete o amor de Cristo. Deus ordena, em Levítico 19:33-34, que o estrangeiro seja tratado como natural da terra e amado como a si mesmo. Ao praticarmos isso, vivemos o Evangelho na sua essência.

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