*JULGAMENTOS*

📖 “Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1)

🔍 Cuidado ao Julgar
Devemos tomar muito cuidado ao julgar as pessoas, pois não sabemos o que se passa no íntimo delas. É claro que pecado é pecado, e disso não abrimos mão. No entanto, há práticas erradas que procedem de causas distintas. Estudos mostram, por exemplo, que mulheres vítimas de abuso podem recorrer à sedução por uma culpa ou vergonha patológica.

👤 O Perigo de Ocultar o Próprio Pecado
Além disso, o julgamento do outro pode fazer com que eu não perceba o meu problema. Ou, pior ainda, que esconda meu delito no pecado alheio. Sabe aquela argumentação do tipo: “sei que errei, mas o que ele faz é pior”? Uma coisa não justifica a outra.

😂 A Ironia do Juízo Hipócrita
Veja se percebe a ironia: “No mundo há três tipos de pessoas”, disse o juiz sabichão. “As que sabem contar e as que não sabem.” Ou seja, quem julga é o retrato do que critica.

🚫 O Argumento do “Ninguém Pode Me Julgar”
Mas há outro modo igualmente perigoso: pessoas que querem “errar em paz”, sob o amparo de frases como “você não pode me julgar” ou “Jesus não julga ninguém”.
Ora, esse foi o mesmo espírito dos sodomitas ao serem confrontados por Ló:
“Ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo?” (Gênesis 19:9)

Outros usam os erros da liderança para se justificar, como o hebreu que gritou com Moisés:
Quem pôs você por príncipe e juiz sobre nós? Está querendo me matar, como matou aquele egípcio?” (Êxodo 2:14)

⚖️ Jesus e os Critérios do Julgamento
Jesus não proibiu qualquer julgamento, apenas delineou a responsabilidade com a qual ele deve ser feito. Se não há critérios claros, é melhor não julgarmos. E se houver, que o julgamento seja com amor e justiça. No judaísmo antigo, apenas uma comissão poderia julgar. Um judeu sozinho jamais deveria sentenciar ninguém. Jesus parece ter endossado isso.

📜 Critério Bíblico do Julgar Justo
“Não seja injusto ao julgar uma causa, nem favorecendo o pobre, nem agradando o rico; julgue o seu próximo com justiça.
Não ande como mexeriqueiro no meio do seu povo, nem atente contra a vida do seu próximo. Eu sou o Senhor.
Não guarde ódio no coração contra o seu próximo, mas repreenda-o e não incorra em pecado por causa dele.
Não procure vingança, nem guarde ira contra os filhos do seu povo, mas ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” (Levítico 19:15-18)

💬 Reflexão Final
1️⃣ Como tenho reagido diante dos erros dos outros: com justiça e amor, ou com precipitação e dureza?
2️⃣ Será que estou usando o erro de alguém para esconder minhas próprias falhas?
3️⃣ Meu julgamento — quando necessário — reflete o caráter justo e misericordioso de Deus?

🔗 Leitura recomendadaJulgamento e Compaixão;

1. O que significa realmente “não julgar” segundo Mateus 7:1 na interpretação bíblica?

“Não julgar” em Mateus 7:1 significa evitar julgamentos hipócritas, precipitados e sem critérios bíblicos. Jesus não proibiu avaliar comportamentos, mas alertou contra condenar pessoas sem justiça, misericórdia e amor.

2. Como saber quando é correto julgar alguém segundo os critérios bíblicos?

A Bíblia permite julgamentos quando baseados em justiça, verdade e amor, como ensina Levítico 19:15-18. É correto julgar apenas quando existem critérios claros, boa intenção, ausência de favoritismo e foco em restauração — não condenação.

3. Qual a diferença entre julgar o pecado e julgar a pessoa de forma errada?

Julgar o pecado é avaliar comportamentos à luz da Palavra para correção amorosa; julgar a pessoa é condenar sua essência, caráter ou valor. A Bíblia condena a segunda atitude, mas orienta a primeira com sabedoria e compaixão.

4. A Bíblia permite que cristãos confrontem erros de outras pessoas?

Sim. A Escritura ensina que a correção amorosa evita mais pecado, conforme Gálatas 6:1 e Mateus 18:15. O confronto é permitido quando feito com humildade, mansidão e desejo de restauração — nunca como ataque pessoal.

5. Como evitar julgamentos hipócritas no dia a dia, segundo o ensino de Jesus?

Para evitar julgamentos hipócritas, é necessário analisar o próprio coração, evitar comparações e buscar coerência entre fé e prática. Jesus ensinou a remover “a trave do próprio olho” antes de corrigir alguém (Mateus 7:3-5).

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